A Revalorização do Ensino Técnico
Aldiney Silva*
As tecnologias da informação e comunicação vêm alterando significativamente diversos campos da sociedade, não só no modo de agir, mas também no modo de pensar. Surgem avanços e desafios para a vida dos cidadãos do mundo globalizado.
Tornaram-se comuns termos como Sociedade Informacional, Era Digital, Sociedade do Conhecimento, Socidade da Aprendizagem, dentre outros. Sociedade em constante mudança, mercado mundial em constante desenvolvimento.
Essas mudanças criam necessidades de mão-de-obra para atuar em um mercado de trabalho seletivo e competitivo. Exigem-se funcionários mais qualificados, flexíveis, atualizados e com capacidade de tomada de decisão.
Acompanhando este contexto a sociedade, governos e iniciativa privada necessitam implementar ações de formação e qualificação dos recursos humanos demandados pelo novo padrão de desenvolvimento.
Na última década, principalmente após a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDEN 9394/96, as mudanças no mundo do trabalho geraram diversas discussões acerda da relação entre educaão e mercado de trabalho.
Essa lei, no Capítulo III, Artigo 49º, afirma a necessidade de uma educação profissional capaz de aliar o trabalho, a ciência e a tecnologia. A mesma necessidade é citada em diversas outras discussões e regulamentações.
O Ensino Médio regular volta a interagir com a formação profissional técnica. Há uma revalorização da formação de profissionais em nível médio para suprir as demandas de qualificação do mercado de trabalho.
Essa re-significação do Ensino Técnico acontece também nas propostas pedagógicas de formação, que cada vez mais se preocupam em adicionar à formação profissional elementos para o desenvolvimento do ser humano. Isso altera a relação do sujeito com o mundo, tando de forma individual como coletiva, buscando uma formação integral para o exercício da cidadania no mundo do trabalho e na prática social.
O Ensino Técnico, na sociedade da informação, volta a ser tema de estudos, pesquisas, discussões e legislação específica. Ele deve preparar os estudantes para analisarem as informações de forma crítica e serem sujeitos autônomos, autodidatas, bons leitores, oradores e escritores. A Educação Tecnológica deve ser formadora de cidadãos respoonsáveis na sociedade da informação.

* Coordenador Pedagógico ISFET
Matéria publicana no Jornal Caleidoscópio, Ano VII, nº 19 - Novembro de 2009